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Lutar até não poder mais

Garra, determinação e muito coração. Foi assim o jogo do Benfica ontem frente ao Marítimo. Um jogo difícil frente a um adversário bem organizado e com um guarda-redes que parecia capaz de travar o mundo sozinho. Só uma equipa com uma fé tremenda e uma determinação inabalável continuaria a pressionar, a empurrar o adversário para trás, em ondas sucessivas de ataques. A vontade de vencer superou todas as adversidades, e isso é o que mais me orgulha na equipa e na exibição de ontem.

Gaitán vs Marítimo

Teria sido muito fácil baixar os braços depois do golo do Djalma. O título já é pouco mais do que uma miragem e todos sabemos que qualquer deslize do Benfica neste momento ditará um ponto final na corrida, pelo que os jogadores poderiam perfeitamente ter-se sentido impotentes perante a belíssima época do FC Porto e pensar em poupar-se para os desafios que aí vêm, importantíssimos mas para outras provas, frente a Sporting e PSG. Mas não, a vontade de vencer e a auto-crença desta equipa são inquebráveis nesta fase da temporada; aconteça o que acontecer, a forma como lutam mesmo quando tudo parece perdido já me deixa com o ego inflacionado. Apetece citar o slogan da Adidas: impossible is nothing. A equipa parece ter feito disso o seu lema e prepara-se para fazer o Porto suar pelo título. Ainda bem que assim é.


Fome de bola

Capa da bola, 7 de Agosto de 2010

Estou com uma fome de bola que não se pode! Depois de quase um mês sem futebol a sério (confesso que não tenho grande apetite para o futebol dos amigáveis de pré-temporada) sabe muito bem voltar à rotina dos fins-de-semana, de abrir o futbol24.com pela manhã e ver a lista de jogos do dia. Confesso que ainda o Mundial ia a meio e eu já estava algo cansado de futebol; a pausa entre temporadas faz-me bem para desopilar e dedicar-me a outros desportos. Mas depois de algumas semanas, começa a sentir-se a ressaca. Agora é tempo de regressar às doses normais de bola.

Como não sou adepto de futebol de pré-época, só vi um jogo do Benfica (com o Aston Villa) mas entre esse jogo e o que fui lendo entro nesta temporada com uma confiança moderada. Ainda não vi nada dos rivais, mas a forma como continuamos a jogar, mandões do jogo, com o futebol rendilhado a que os artistas da Luz nos habituaram, só posso estar confiante na repetição da temporada passada. É certo que perdemos dois pilares do meio-campo, e o substituto do Ramires ainda é um desconhecido, mas os reforços que já chegaram deram boas indicações (o Jara é craque!), o Airton e o Kardec estão adaptados e a mostrarem-se alternativas viáveis a Javi e Cardozo e as estrelas que ficaram continuam a carburar como antes. Creio que estamos um passo à frente da concorrência e se continuarmos a trabalhar da mesma forma temos tudo para sermos felizes e até fazer uma boa campanha na Europa.

Dos adversários, repito, não vi nada, mas do que fui lendo aqui e ali parece-me que o Braga continua a ser a grande ameaça, pelo menos para já. Domingos manteve uma boa parte das peças importantes, e os que saíram parecem ter sido bem substituídos. Tal como no Benfica, a grande dúvida parece ser a baliza, depois do enorme azar que Quim teve. Em relação ao Porto, espero, naturalmente, que recupere terreno quando os métodos do treinador estiverem mais assimilados e os reforços mais adaptados, mas tenho a sensação que o Villas-Boas tem ainda muito trabalho pela frente até pôr a máquina a carburar a 100%. Um ponto fundamental será a substituição de Bruno Alves que, goste-se ou não do estilo, era pedra basilar da defesa; no actual plantel não há ninguém à altura do antigo capitão. Já o Sporting é novamente um ponto de interrogação. Depois de terem feito uma pré-temporada de bom nível, nos primeiros jogos a doer voltaram a mostrar inseguranças e debilidades. Os fantasmas do passado continuam a assombrar Alvalade e será preciso muito trabalho psicológico de Paulo Sérgio para os afastar, assim como os assobios das bancadas, que estão ainda bem afinados, pelo menos a julgar pela amostra de quinta-feira.

Gostava também de poder dizer que espero uma temporada sem casos ou polémicas, sem dirigentes histéricos, acusações de corrupção e influências, sem árbitros incompetentes e jogadores sem fair-play, mas sejamos realistas: estamos a falar do futebol português. O que seria da bola tuga sem estes elementos?…

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